A mídia e os padrões de beleza

De que maneira a mídia representa os padrões de beleza atualmente?

A representação do que é esse padrão de beleza que é reproduzida pela mídia já está bem cristalizado, e hoje percebemos um movimento de contestação do que é seria padrão de beleza.

É um padrão que geralmente é ditado pela magreza, na perspetiva feminina são mulheres magras, brancas na maior parte da vezes, é tanto que se você assiste a um filme ou uma novela é baixa a representatividade das mulheres negras por exemplo.

São mulheres geralmente altas, brancas, magras perfil de mulher loira é um perfil predominante, é essa representatividade que se questiona hoje é que esse padrão de beleza é praticamente irreal porque são somente as atrizes que por sua vez que são mulheres que vivem não só do talento artístico da representação mas, vivem também da exaltação desse corpo, da manutenção desse corpo e claro da juventude desse corpo.

E também são pessoas jovens se formos reparar não há espaço para pessoas velhas principalmente mulheres, os homens mais velhos eles são inseridos nessa narrativas seja na novela ou na publicidade, eles são mais velhos que detém uma determinada “sabedoria” e são vistos como charmosos.

Que por sua vez eles estão sempre acompanhados de mulheres jovens seja no cinema, na televisão esse tipo de representação é o que é predominante, esse tipo de representação que é confrontada por que não leva em consideração a diversidade de corpos que a gente tem principalmente no Brasil, onde a nossa colonização é rica em cultura e de detalhes.

Essa diversidade de beleza não está na mídia, o movimento que surge ainda muito tímido é justamente no sentido de quebra desses padrões, de contestações por que esses padrões não dão margem a uma representatividade social, que o Brasil tem nas ruas de homens e mulheres que vemos no nosso dia a dia.

Agora falando dos homens, o padrão de beleza masculino também, ele é um padrão bem estrito é o homem forte e musculoso no caso dos homem jovem mas, também o homem branco é predominante é raro o homem negro, que são excluídos desse padrão de homem bonito, que é endeusado pela mídia, no jornalismo vemos ainda um pouquinho dessas representatividade mas são poucos jornalistas negros na tv, abordo a tv por que é algo mais comum.

As consequências de exaltar padrões de beleza

Quando a gente só da vazão a um padrão de beleza muito estrito, a um padrão de beleza muito difícil se ser alcançado pela maioria, a gente reforça preconceitos, termina fechando os espaços para observação, para pessoas que têm belezas diferentes, características de corpos diferentes, fechar-se num padrão muito estrito exaltar esse padrão é uma forma de excluir outras pessoas, de ignorar e não reconhecer as diferenças e adquirir intolerância.

Isso que não entrei no assunto das questões de gênero e das questões de sexualidade, por que esses padrões de beleza também está associado a uma heteronormatividade, por mais que algumas excessões de pessoas, com padrões de sexualidade diferente, também há uma resistência a isso.

Esse padrão de beleza não diz só respeito ao corpo mas também a outras formas de comportamento, diz respeito também ao gênero, e a sexualidade.

Os padrões de beleza predominante na mídia, só reproduzem ou também criam novos padrões? 

Esse movimento entre mídia e sociedade, é um movimento muito difícil de nós percebermos onde é que nasce, onde é que surge primeiro.

A mídia tende por exemplo, a moda faz muito isso, pesquisa tendências, comportamentos onde são identificados alguns padrões, que terminam reverberando nessas constituições de alguns padrões. 

A questão é que a mídia capta talvez alguns desse movimentos que existem socialmente mas, para ela atingir um grande público, que é o objetivo de toda mídia massiva, ela precisa talvez simplificar esse padrão, simplificar essas diferenças, toda essa variedade que ela encontra nesse meio social, em um padrão que não só ela mas apartir de pesquisa de público identificam o que seja o padrão mais agradável. 

Porque que as pessoas se identificam, se agradam com esses padrões mesmo sabendo tão diferentes de corpos, características? 

Ainda temos uma herança cultural europeia, que nos marca ainda, e apartir dessa herança vamos criando também socialmente alguns ideais, de homens e mulheres perfeitas e a mídia ainda acaba reforçando uma idealização, que é fruto de uma herança cultural tambem, é um movimento de mão dupla.

A sociedade legitima os padrões que a mídia constrói e reproduz, mas a mídia vai buscar esse padrões no comportamento social que já estão sendo reproduzidos já historicamente por toda essa herança e exaltação desse tipo de beleza, que mídia se aproveita e reforça.

É claro que não vamos eximir a mídia dessa reprodução, por que os produtores midiáticos podem  apresentar o diferente, e a medida que ela não faz isso vai gerando uma invisibilidade de sujeitos que não se identificam com esses padrões, e acabam realmente se sentindo excluído na representatividade social e inferiores dentro desse padrões de beleza midiatizados. 

A mídia pode ser a causadora de alguns  desenvolvimento de transtornos alimentares?

Não há dados de pesquisa que indiquem que a mídia seja a maior causa, porém a mídia pode reforçar essas tendências de transtornos alimentares, na medida que muitas mulheres  entram nessa roda viva de dietas, de academia, treino, de ser fitness, esse padrão fitness, esse projeto de vida fitness são motivadas também por que estão cercadas por todos os lados por pessoas que apresentam algum tipo de padrão de beleza, que se encaixa nesse padrão atual.

Entrando agora nas redes sociais temos as blogueiras fitness, que ostentam um corpo esculpido, definido, que vivem para aquilo, e elas acham que as outras pessoas que não detém que não oestentam esse corpo como o delas, são pesssoas preguiçosas, são pessoas que são doentes então esse é o grande problema, pessoas começam aderir essas loucura de dietas e consumir produtos indiscriminadamente para a manutenção de um corpo esbelto e magro.

Por conta de uma redução de auto estima que essas influências acabam gerando, a mídia adora pessoas com péssima auto estima, né?!

As pessoas precisam fazer essa ponderação, e não se deixar influênciar por esse tipo de discurso, o empoderamento dos corpos é algo hoje essencial em nossas vidas, que nós somos diferentes graças a Deus!!!

Temos que usar as informações seja da mídia tv ou de internet, de forma correta e responsável, e ter principalmente a aceitação de que você é quem veio pra ser. E está tudo bem!


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Isabela Castro

Isabela Castro

Terapeuta corporal e massoterapeuta e tenho por objetivo aplicar princípios, métodos e técnicas de terapias naturais com a finalidade de manter, equilibrar ou restabelecer a saúde, a harmonia e a qualidade de vida através do corpo. Desenvolvendo trabalho com mulheres através da massoterapia, com foco no auto conhecimento da essência feminina.

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