As mulheres estão bebendo cada vez mais

De cada dez dependentes de álcool, quatro são mulheres, triste né?

No início, parece diversão e demonstração de independência. As mulheres bebem para ficar desinibidas e se relacionar melhor com as pessoas.

Os sentimentos de inadequação e vazio desaparecem, a solidão também evapora como mágica. A autoestima cresce na mesma velocidade com que o teor etílico sobe no sangue. O corpo se mostra resistente.

Amigos e familiares costumam comentar, alguns até em tom de admiração, que elas “bebem como os homens”, porque não revelam sinais de embriaguez facilmente.

O que difere de uma história para outra é a maneira como cada mulher descobre que caiu numa armadilha e o tempo que demora para pedir ajuda. O que era prazeroso se torna um mergulho profundo no inferno. E não há mais controle; sozinha, ela não consegue parar.

Uma das facetas mais cruéis dessa enfermidade é o estigma (alcoolismo nas mulheres é mais reprovado socialmente e mais apontado com atitudes moralistas.) O medo do estigma, reprovação social e perda dos filhos contribuem para uma dependência “escondida” até muito tarde. O estigma social dificulta a resolução do problema

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As estatísticas mostram que as mulheres nunca beberam tanto, nem começaram a beber tão cedo. O alcoolismo não é mais um flagelo exclusivo dos homens

Uma pesquisa recente, revelou que o número de mulheres consideradas bebedoras frequentes, aquelas que ingerem álcool pelo menos uma vez por semana, cresceu 34,5% no período de 2009 a 2016.

É um aumento 140% maior do que o registrado entre os homens – sendo que 49% das mulheres admitiram beber “em binge” (quatro doses em apenas duas horas). Beber em binge é encher a cara, É importante detectar essa situação porque ela sinaliza padrões negativos de consumo, como a possibilidade de a pessoa se envolver em acidentes, tentar o suicídio ou manter hábitos sexuais perigosos.

Mudanças econômicas e culturais importantes – como a inserção no mercado de trabalho e o fato de que mais mulheres se tornaram chefes de família – tiveram impacto significativo na saúde delas, e isso ajuda a explicar a busca da bebida como alívio para o stress e a pressão do cotidiano.

Além do alcoolismo, doenças associadas ao acúmulo de responsabilidades, como infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral, historicamente mais frequentes nos homens, estão em ascensão na população feminina.

Com a vida social mais rica e cheia de opções, as oportunidades de beber também acabaram ampliadas. Executivas estão sempre às voltas com jantares e almoços de negócios onde a oferta de álcool é farta.

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O álcool seduz, afasta a solidão, dilui o stress, encoraja. Ele tem levado cada vez mais mulheres para o bar e o para o alcoolismo. E o crescimento do uso entre elas já é 140% maior do que entre os homens.

Happy hours são rotina entre colegas de trabalho. Isso sem contar as baladas, que atraem as mais jovens, e os bares que abrem às 7 da manhã nos arredores das escolas e universidades. Se, anos atrás, beber era considerado “feio” para as mulheres, e isso ajudava a afastá-las do álcool, hoje o ato é amplamente incentivado. 

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Isabela Castro

Isabela Castro

Terapeuta corporal e massoterapeuta e tenho por objetivo aplicar princípios, métodos e técnicas de terapias naturais com a finalidade de manter, equilibrar ou restabelecer a saúde, a harmonia e a qualidade de vida através do corpo. Desenvolvendo trabalho com mulheres através da massoterapia, com foco no auto conhecimento da essência feminina.

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