Geração floco de neve

Há uma tendência em nossos dias de categorizar as pessoas por gerações. Todos nós já escutamos falar de gerações x,y,z, etc.; e cada geração tem características marcantes.

Confesso que não conhecia a existência de mais uma geração, não tão conhecida no Brasil: “a geração floco de neve “, composta por pessoas que se tornaram adultas na década de 2010.

O termo ganhou popularidade há pouco mais de um ano no meio político, quando partidários da direita passaram a se referir à oposição como “pobres flocos de neve” durante as polêmicas acaloradas sobre o Brexit e as eleições norte-americanas (que tiveram como protagonistas Donald Trump e Hillary Clinton).

Mas bastou pouco tempo para que a crítica logo ultrapassasse as barreiras políticas e fosse adotada ao vocabulário dos cidadãos mundo afora.

O Dicionário Collins foi o primeiro a adotar o termo à lista de palavras do ano no início de novembro de 2016. Em seguida, o de Cambridge também acrescentou o significado de “geração floco de neve” em seu material.

Essa geração recebe esse nome porque a característica dominante dos seus integrantes é facilidade para ofender com aqueles que discordam de suas opiniões e pelo seu forte senso de direito.

Eu definiria o perfil dessa geração: os donos da bola que “não levam desaforo para casa.”

Deusas do seculo21
Não tolerante à frustração e inclinados a fazerem uma tempestade em um copo de água.

Agora, imagina um relacionamento qualquer composto por pessoas dessa geração, com as características que acabei de mencionar?Como deve ser uma conversa quando as opiniões são discordantes? Consigo até observar um silêncio absoluto de dias, um textão no facebook seguida de hashtag #ninguemmedizoquefazer somente porque um queria alface e o outro queria um bife no almoço.

Estamos nessa geração e por isso, fiz uma reflexão sincera sobre o tema. e convido você a refletir comigo e espero que tire boas lições para sua vida também:

  1. O que tem me ofendido ultimamente?essas ofensas são problemas que o outro criou ou eu mesma fui o motivo para a origem delas?
  2. Tenho, de fato, humildade para reconhecer quando erro? E se o outro errar, tenho a mesma humildade para perdoar?
  3. Será que ainda me comporto como uma garotinha de três anos, que acha que a Terra fria em torno dela, acreditando que todos sentem apenas admiração pelo que ela faz?
  4. Quanto estou disposta a mudar, com o intuito de deixar a vida mais leve a mais feliz?
  5. Se eu pudesse me “enxergar de fora” ainda sim gostaria do que veria?
  6. A medida que o tempo passa tenho me tornado mais madura e equilibrada?

Confesso que não é simples responder a essas perguntas, mas não vejo outra forma de conseguir ter vida e relacionamentos mais significativos.

É urgente e necessário sair do lugar confortável em que nos encontramos, cercados de autigenerosidade e egos inflados,para uma existência com mais sentido.

Estamos cada vez mais desperdiçando tempo com mediocridades e ferindo quem amamos por motivos tão banais.

Quero desafiar a você ser mais resistente aos problemas, mais gratos pelas conquistas e sobretudo ser o melhor amigo, que alguém poderia ter. Nenhum de nós, independentemente da geração à qual pertencemos,precisa desenvolver ou manter características prejudiciais. Cabe a cada um escolher como quer viver.

Desejo que você faça boas escolhas.❤

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Isabela Castro

Isabela Castro

Terapeuta corporal e massoterapeuta e tenho por objetivo aplicar princípios, métodos e técnicas de terapias naturais com a finalidade de manter, equilibrar ou restabelecer a saúde, a harmonia e a qualidade de vida através do corpo. Desenvolvendo trabalho com mulheres através da massoterapia, com foco no auto conhecimento da essência feminina.

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