Porque amar demais faz mal?

Porque amar demais faz mal?

23/05/2018 Off Por Isabela Castro

Amor demais faz mal, confunde, atrapalha, separa, será mesmo? E porque então nos deliciamos com cartas de amor adocicadas, e-mails açucarados?Porque tudo isso nos dá tanto prazer?O que então amamos demais ou de menos?!?! O que trato aqui é do amor sem cobranças.

O sentimento que transforma a vida em uma poesia. Que transforma o viver numa grande e infindável carta de amor. E nesse contexto, o amor incondicional por prazer, consciente é saudável e recompensador.

O amor não cria dependência, não estimula a condição, não demanda aquele conhecido sentimento de profunda tristeza, de cobrança, o amor simplesmente é.

O que atrapalha,o que faz mal é o que fazemos com este sentimento distorcendo a realidade e deixando de viver nossas vidas para viver outro. O amar demais nessa forma – doente – implica projetar-se, querer controlar o que nao tem controle. É como se toda nossa energia vital se esvaisse, fosse para fora, para o externo, para longe… E então, adoecemos…

Amar demais colocando um “se” em cada gesto: “Amo você demais se…” “Amo você nessas condições se…” etc…etc… nos mantém confusos, misturados com o que está em noss volta: com o outro somos e sem o outro não temos o que fazer da vida… Não nos aceitamos.

E, ao contrário do que muitos imaginam, amar demais, amar d forma obsessiva, colocando todo o foco e energia no outro, não tem ligação com os sentimentos de ciúmes doentios ou agressividade. E esse tema inclusive não será tratado aqui.O amar demais implica muito mais situações depressivas e de co-dependência, enquanto o ciúme está relacionado à posse e por consequência à agressividade.

O amar demais tem, sim, ligação com o amor distorcido – e nem por isso é menos doído – está relacionado também ao controle e onipotência e é claro, a um sentimento de frustração e dor porque de fato não podemos interferir na vida do outro.

Amar demais nos torna doentes e cegos, ficamos longe da realidade e do que o outro realmente quer dar ou pode receber. Sem perguntar, colocamos tanta energia no outro ou na situação que acabamos por sufocar quem está ao nosso lado.

Este pra se defender, manter-se saudável ou não saudável com suas escolhas é íntegro, se afasta, se separa. Assim, quanto mais amamos (controlamos) mais nos separamos do outro.

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E por que isso acontece?

Fui entendendo com leituras, com o observar e com a vida, que ficamos tão preocupados em fazer tudo pelo outro que acabamos por perder nossa cor, nosso brilho, nos tornamos desinteressantes, previsíveis, somos a sombra! E o outro, para piorar sente-se invadido, controlado, aprisionado, e então se rebela deste amor que não tem como florescer.

Para completar o diagnóstico, somado a tudo isso, podemos também incluir o problema da escolha. Quando amamos demais ou vivemos na dependência, o que trazemos para nossa vida são pessoas potenciais, sem disponibilidade: metades.

Buscamos o que imaginamos que podemos salvar, resgatar, conquistar e, nesse contexto, nos afastamos do que seria real e possível.

Pessoas que amam demais, não se interessam por pessoas disponíveis, saudáveis… Elas não se encaixam no seu amor demais. Pois não possuem o que corrigir, o que melhorar, o que salvar – pelo menos -, segundo o ponto de vista, que também já se encontra completamente comprometido.

Por tudo isso, aprendi a dar atenção à forma como se escolhe amar. Sem isso, além de perder o centro, infelizmente nos afastamos de tudo o que quisemos: ser amados de volta.

E essa é uma necessidade legítima do ser que a forma e a obsessão com o que nos relacionamos atrapalha e confunde: afasta.

Assim, procure se manter no mundo real, com os pés no chão. Atenta ao exercitar o sentir e como cada fato, acontecimento e atitude ressoam no seu ser.

Livros que são esclarecedores:

Amar demais – quando o amor e os relacionamentos afetam a nossa vida. Autor Susan T. Peabody

Deusas do seculo21

Sujeito oculto e demais graças ao amor. Autor Luciana Pinsky

Deusas do seculo21

Mulheres que amam demais – Quando você continua a desejar e esperar que ele mude. Autor Norton Norwood

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